Dinamômetro

Dinamômetro

A potência no dinamômetro representa a capacidade de um motor de realizar determinado esforço e é alcançada pela combinação de torque versus rotação. Ambos, potência e torque, podem ser medidos no dinamômetro. Basta pegar os resultados de uma medição - ou "puxada", como se diz - e você tem um retrato do que o carro é capaz de fazer na rua, seja arrancando ou como promessa de velocidade final.

Não é preciso remover o motor, tampouco alguma alteração nos componentes a ele pertencente. Basta posicionar o veículo sobre os rolos, amarrá-lo em pontos estratégicos a fim de evitar que saia do equipamento e manter as rodas a girar em determinada RPM constante (para calibrar o aparelho). Em seguida as rodas são freadas a zero km/h. A partir daí aumentando as marchas gradativamente, chegando na 3ª (no caso das transmissões automáticas de 4 velocidades) e 4ª marcha no caso das de 5 velocidades (seja automática ou mecânica). Neste momento o veículo é mantido a 2000 RPM e após a confirmação do computador, o condutor acelera o máximo até a rotação de corte. Em seguida o veículo é desengatado e o equipamento coleta as informações geradas no comportamento da “puxada”.

Os gráficos gerados pelo dinamômetro informam valores de torque e potência, entre outros parâmetros. No caso do torque, que, numa maneira simplificada, é a força absoluta, quanto mais plana a linha na tela do dinamômetro, melhor. Isso mostra que a força está presente de maneira uniforme em vários regimes de rotação do motor. O torque é importante para acelerar e retomar velocidade.